terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O caminho da saudade.



   Ando por aí, sozinha apenas meu velho guarda-chuva vermelho e eu.
Vou levando nos bolsos saudades rabiscadas em papel.
O céu está nublado. Ou seriam as nuvens cinzentas que rondam meus olhos?
Caminho vagamente sentindo gotas de chuva em meu rosto.
O tempo passou mais depressa que eu.
Tudo mudou, pessoas envelheceram, folhas caíram, prédios se ergueram.
Mas eu continuo aqui.
Na verdade até notei algumas folhas caindo sobre mim, mas preferi continuar relendo meus passados.
Foram chuvas tórridas, mas eu já sei  o final.
Novas tempestades podem ser desastrosas.
Os papéis em meu bolso estão gastos pelo tempo. Logo não existirão mais.
Quando esse dia chegar quem sabe a estiagem vem junto.
Pessoas passam do meu lado, cada uma com seu caminhar.
Nem percebem a angústia em meu rosto.
Por enquanto, vou andando  e sentindo o cheiro de desejos e anseios de rostos que eu nem conheço.
Continuo por aí, ainda sem pressa, caminhando e caminhando, a estrada é longa e o final incerto.
Vou carregando minhas saudades longe, bem longe, mas tão perto...de mim.



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